Apesar da queda do índice de infestação da dengue em Coronel Fabriciano, a Secretaria Municipal de Saúde mantém, regularmente, ações de combate à doença no município. Uma das atividades é o monitoramento das armadilhas conhecidas como mosquitrap. O equipamento, que é utilizado para capturar a fêmea do mosquito da dengue e indicar os locais de infestação, é utilizado há 22 semanas pela Secretaria Municipal de Saúde como instrumento de combate e prevenção à doença. As 220 armadilhas encontram-se instaladas em diversos pontos da cidade e foram posicionadas estrategicamente para abranger todos os bairros da cidade.
Conforme o agente sanitário Fabiano Duarte Fernandes, cada mosquitrap é responsável por 250 metros quadrados de abrangência. Fernandes explica que o monitoramento das armadilhas é feito semanalmente. “A partir dos resultados, a equipe passa a trabalhar com dados mais precisos. Se em determinado ponto da cidade o mosquitrap prender mais de duas fêmeas, os agentes sanitários darão prioridade a essa área e irão mobilizar sua equipe para encontrar os focos”, explica Fernandes. Ele informa que, na maioria das vezes, encontrar o foco do mosquito é trabalhoso e requer uma investigação minuciosa da equipe de agente sanitários.
Ele explica que o mosquitrap também aprimorou os levantamentos de infestação no município. “Após a Administração ter investido no uso do remédio homeopático, o número de notificações de casos suspeitos de dengue passou a diminuir. Até então, as notificações eram o principal parâmetro para mensurar o índice de infestação. Com o mosquitrap, encontramos um instrumento que monitora todas as regionais da cidade com mais precisão”, explica. Em 2009, foram 3.300 casos de dengue notificados em Fabriciano.
Monitoramento
No primeiro trimestre do ano, precisamente durante o mês de março, período de maior incidência da dengue no município, o monitoramento feito através do mosquitrap chegou a registrar índice de 0,6 mosquitos presos por armadilha. Atualmente, este índice encontra-se na média de 0,2. “É um índice considerado moderado, mas o monitoramento precisa ser feito rigorosamente para atuarmos de maneira preventiva”, diz Fernandes. O acompanhamento dos mosquitos capturados pelas armadilhas é transmitido, semanalmente, para um programa que registra os dados. Por meio de um site, os agentes acompanham a progressão dos trabalhos e podem preparar as ações de combate em determinadas localidades com antecedência.
“Além de vasculhar os focos da doença através de locais pré-definidos, o monitoramento através do mosquitrap permite que a equipe de agentes sanitários invista em outras ações preventivas, como a mobilização das comunidades para colaborar na limpeza de suas residências. Em áreas potenciais de risco, sempre procuramos mobilizar as comunidades para realizar mutirões em parceria com os agentes”, conclui.